- Haja treva! - ordenou o diabo.
Mas o mundo não entendeu, e as coisas não obedeceram. Houve só luz. Uma iluminação traumática; coisa que ressoou aguda e incisivamente. Uma devastação de cores, sombra, reflexo e dimensão; uma tempestade dançarina.
Leu uma segunda bíblia, que se propunha por aforismos, pouco pelo mito. "Entoarás louvores ao acaso", cantava um versículo.
Tentou o mergulho, mas a mitologia se sacudia dentro do casulo, e uma moça - que foi menina, depois homem barbudo, depois musa de cabelos penteados em tranças - insistia em ser perpétua (o delírio em formação).
Ah, as coisas só obedecem à luz.