domingo, 7 de setembro de 2008

Caso Textual

No começo era só namorico. Gostava de sonhar com ela, e me surpreendia entre pensamentos e delírios sobre si e sobre nós. Uma vez arrisquei-lhe um beijo, há muito tempo atrás, mas é dessas que não se deixam conquistar por um simples movimento. Ela exige esforço muito maior.

Contei algo sobre ela para uns melhores amigos, entre cervejas. Já era um grande passo. Falar da sua paixão é como marcar com brasa uma marca incandescente na pele, da maneira com que os bois são queimados. Aí passamos a nos apreciar. Ela passou a olhar pra mim como nunca havia feito antes.

Última e finalmente, temos trocado correspondências e textos. Uma relação mais intensa do que aquela dos beijos. Não a vejo diariamente, mas talvez seja mais gostoso assim. Não tenho escolha: é ela quem vem me ver.

3 comentários:

compulsão diária disse...

Entre_textos ternas mensagens distantes: a magia do amor e a espera. Boa essa fase!

Rachel Souza disse...

Bonito!Uma "relação textual"... Deleite-se no privilégio, piá!
Tem coisa nova lá no Café.
bj.

Heyk Pimenta disse...

vamos lá, atualizando.
parei nesse aqui.

não liguei, texto de menina adolescente.

leve e digestivo,