sábado, 10 de outubro de 2009

Cova do espaço

Se o céu tá branco hoje
é porque a capital injetou todos os tons da Terra

o azul do interior
é um defeito dos canhões de sangue e guerra

e a matiz deformada é a única prova
de que o mundo ainda vaga
na cova de algum espaço

6 comentários:

Lírica disse...

Hoje eu reli tudo isso, mas de outra perspectiva. Mas no fundo tudo tem mais menos o mesmo jeito. Se o céu fosse a projeção de um ser de Terra, e a capital um Eu consciente, o interior seriam lembranças recalcadas na cova de algum espaço cuja única prova é a matiz deformada dos sonhos...

Adriana Godoy disse...

Adorei esse poema...meio apocalíptico. Bj

Felipe da Costa Marques disse...

no final do espaço tem outro espaço sem cova

muito bom

abraço

Iuri disse...

Mundo, vago mundo.

Leonardo Curcino disse...

até quando o céu se faz azul, ele é motivado pelo caos.

Camila Vardarac disse...

hey victor!

obrigada pela visita E
gosto desse poema, gosto.

besos