segunda-feira, 10 de maio de 2010

Meus Óculos

Xícaras estilhaçadas de chá
colheres mórbidas de açucar
sangue preto de homem coagulado

vago mais

panos sujos de louça
quatro pés em escorço

onde deixei meus óculos?
não os vejo há dois anos

11 comentários:

Cíntia Thomé, Jornalista, Poeta . disse...

Vitor, há uma comunhão, um diálogo cotidiano, um sentimento de solidão e desejo de xícaras em 'Tea for two'...Parabens. amei

Lírica disse...

I love you more and more...
Vc escreve cada dia melhor, mais à vontade com a estética, cristalizando momentos em objetos banais como se assina uma escultura em marfim.
Parabéns.

isaias de faria disse...

muito bom mesmo!

isaias de faria disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
isaias de faria disse...

publiquei um também seu lá no estações q ve fez ler e reler. espero q não me cobre direitos autorais. (risos)

Bic Muller disse...

estava com saudades de passear por aqui.
beijo!

Arthus disse...

perdido em si
parece que a casa reflete isso
o personagem não vê
e procura por algo que lhe faça enxergar

conheci aqui agora, bom, bom =]
abraço!

Victor Meira disse...

Leitura gostosa, Arthus, achei legal.

Bic Muller disse...

passei pra ler. aqui é um bom lugar para morar

Renata disse...

melhor poeta, você.

Jonathan disse...

Esse é muito interessante!!! Pelo q li acho que seus poemas têm ar puro e não mofo!!!